Em São Paulo

November 5, 2009

Peguei a foto emprestada do blog deiabarros.blogspot.com

Acho que eu era uma das poucas pessoas que eu conheço que aida não tinha conhecido São Paulo. Passei um dia e meio lá nesta semana e aproveitei o ensejo para escrever sobre os lugares onde eu fiz minhas refeições e claro amei!

Cheguei próximo ao meio dia e fiquei com o pessoal do trabalho na Avenida Paulista, pertinho de tudo, e fomos almoçar na padaria Bella Paulista que fica na rua Rua Haddock Lobo, 354. Além de ser um lugar lindo e super movimentado a comida é fantástica.

Diante de tanta coisa gostosa a gente fica sem saber direito o que comer e optei por um sanduíche que leva o nome de Campo Belo, um bairro da cidade, com peito de peru light, tomate seco e mussarela de búfala. Mas ainda quero voltar lá para experimentar o Jardins, com Presunto di Parma, mussarela de búfala, tomate fresco, molho mostarda e rúcula. Na lateral, a Bella Paulista ainda oferece sorvetes artesanais maravilhosos, eu optei pelo clássico de chocolate. O site da Bella Paulista é o http://www.bellapaulista.com .

Já o jantar foi num restaurante charmosérrimo ao lado do cemitério da Consolação, Rua José Eusébio, chamado La Frontera. Atendimento de primeira e para acompanhar um espumante brut , que eu não lembro o nome, oferecido pela chefe em comemoração a entrevista que fizemos com a lenda do jornalismo Mino Carta. No La Frontera eu provei o melhor gnocchi ao pesto até o momento com um tempero marcante, que descobri depois ser a marca do chef juntamente com o gosto pelo picante. Também fiquei sabendo que o bife de chorizo e o tagliatelli com polvo e lula grelhada também são maravilhosos. O La Frontera tem um mix de clássico e simples na medida, os móveis, biombos e portas rústicas estão em perfeita harmonia com o som ambiente da clássica MPB. Um culto às coisas boas da vida: boa música , boa comida e bebida. Acesse: http://www.restaurantelafrontera.com.br/.

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Cajuína, cuzcuz, baião de dois…

September 6, 2007

img_9626.jpgA 1ª expedição começa pelo norte do país. O Norte, sem sair de Santa Catarina, aqui em Itajaí mesmo. Uma ótima opção para quem considera a culinária uma arte e uma expressão cultural é o restaurante Casa do Norte, no bairro São Vicente.

Numa casa simples, com poucas mesas e uma vendinha improvisada na entrada, parece mesmo um lar. Nas louças simples e sem cerimônia, uma moça nos trouxe uma tigela com baião de dois, uma de cuzcuz, uma de um cozido de carne típica da região norte do Brasil e acompanhamentos mais comuns como saladas e um macarrão.

Além de se deliciar com um cuzcuz torradinho (no uql continha torresmo, cebola, salsa e outros  temperos) e um baião de dois com queijo de coalho mais que delicioso, vem de acompanhamento uma pimenta ultra-forte, deliciosa, mas recomendada em suaves dose para os principiantes da culinária nortista.

Na vendinha que eu citei antes, elementos exóticos (para nós que somos do sul) como pastas de pequi, azeites de dendê, bolachas e rapaduras, mel com os acompanhamentos mais variados. Ahhh, vale lembrar que de sobremesa a dona da casa ainda serve um doce de leite, ou doce de cajú na colherinha – ambos caseiros é claro.

Mas a minha maior descoberta ficou mesmo por conta da Cajuína. É. Aquela mesma da música do Caetano. Um refrigerante de cajú! Uma delícia, o caju se revlela já pelo aroma e deixa o gostinho da fruta no final do gole.

 Outro fato curioso que percebi no restaurante é que mesmo a comida vindo em travessas separadas, todos os nortistas e nordestinos que estavam no restaurante misturavam tudo no prato e selavam com uma caprichada dose de cuzcuz. Os únicos que não fizeram isso fomos nós três, os estranhos no ninho.

Além das delícias citadas acima, em determinados dias a casa serve caldo de mocotó, buchada, munguzá, tapioca, feijão de corda, etc.

Para completar nossa expedição gastronômica conhecemos um cearense de Nova Olinda, cujo nome me foge, mas que logo percebeu que a gente não pertencia ao que segundo ele disse “o melho lugar do Brasil” (referindo-se as regiões Norte e Nordeste). Quando olhou pra gente até perguntou: “Vocês são japoneses?”, apesar do Rafa ser Alemão, a Ivonete Negra e eu sei lá “Amarela” eu acho…mas a piadinha logo se dissipou quando o cearense fez questão de nos tronar bem-vindos a seu meio e tecer mais de um milhão de elogios a sua terra.

“Eu moro há 42 anos no sul, mas cada vez que eu chego na minha terra eu digo: Deus existe mesmo”.

Ficha 

Restarante Casa do Norte – com disk marmita

Rua Pedro Cristiano de Miranda, nº 1360, próximo a AMFRI – Itajaí (SC)

Telefone: (47) 3346-5370