Cajuína, cuzcuz, baião de dois…

img_9626.jpgA 1ª expedição começa pelo norte do país. O Norte, sem sair de Santa Catarina, aqui em Itajaí mesmo. Uma ótima opção para quem considera a culinária uma arte e uma expressão cultural é o restaurante Casa do Norte, no bairro São Vicente.

Numa casa simples, com poucas mesas e uma vendinha improvisada na entrada, parece mesmo um lar. Nas louças simples e sem cerimônia, uma moça nos trouxe uma tigela com baião de dois, uma de cuzcuz, uma de um cozido de carne típica da região norte do Brasil e acompanhamentos mais comuns como saladas e um macarrão.

Além de se deliciar com um cuzcuz torradinho (no uql continha torresmo, cebola, salsa e outros  temperos) e um baião de dois com queijo de coalho mais que delicioso, vem de acompanhamento uma pimenta ultra-forte, deliciosa, mas recomendada em suaves dose para os principiantes da culinária nortista.

Na vendinha que eu citei antes, elementos exóticos (para nós que somos do sul) como pastas de pequi, azeites de dendê, bolachas e rapaduras, mel com os acompanhamentos mais variados. Ahhh, vale lembrar que de sobremesa a dona da casa ainda serve um doce de leite, ou doce de cajú na colherinha – ambos caseiros é claro.

Mas a minha maior descoberta ficou mesmo por conta da Cajuína. É. Aquela mesma da música do Caetano. Um refrigerante de cajú! Uma delícia, o caju se revlela já pelo aroma e deixa o gostinho da fruta no final do gole.

 Outro fato curioso que percebi no restaurante é que mesmo a comida vindo em travessas separadas, todos os nortistas e nordestinos que estavam no restaurante misturavam tudo no prato e selavam com uma caprichada dose de cuzcuz. Os únicos que não fizeram isso fomos nós três, os estranhos no ninho.

Além das delícias citadas acima, em determinados dias a casa serve caldo de mocotó, buchada, munguzá, tapioca, feijão de corda, etc.

Para completar nossa expedição gastronômica conhecemos um cearense de Nova Olinda, cujo nome me foge, mas que logo percebeu que a gente não pertencia ao que segundo ele disse “o melho lugar do Brasil” (referindo-se as regiões Norte e Nordeste). Quando olhou pra gente até perguntou: “Vocês são japoneses?”, apesar do Rafa ser Alemão, a Ivonete Negra e eu sei lá “Amarela” eu acho…mas a piadinha logo se dissipou quando o cearense fez questão de nos tronar bem-vindos a seu meio e tecer mais de um milhão de elogios a sua terra.

“Eu moro há 42 anos no sul, mas cada vez que eu chego na minha terra eu digo: Deus existe mesmo”.

Ficha 

Restarante Casa do Norte – com disk marmita

Rua Pedro Cristiano de Miranda, nº 1360, próximo a AMFRI – Itajaí (SC)

Telefone: (47) 3346-5370

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3 Responses to Cajuína, cuzcuz, baião de dois…

  1. Ricardo says:

    quero saber pra que serve a cajuína

  2. jefferson says:

    Cajuína não é um refrigerante porque ela não tem gás a verdadeira cajuína e uma bebida é a produzida no Piauí e não esse ” refrigerante” que esses cearenses querem patentiar com o nome cajuina

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